Academia Panamericana de Ingeniería
Academia Pan-Americana de Engenharia
Pan American Academy of Engineering
Orígens e Historia
o
Os primeiros Passos
A idéia de criar uma Academia de Engenharia para o continente americano
nasceu na UPADI, mais precisamente, no Comitê de Ensino de Engenharia, no final
da década de 80, quando seu Presidente era o Prof. Eng. Miguel Ángel Yadarola.
A iniciativa foi proposta à Administração da UPADI, reunida em Caracas
em 1989, como Academia Interamericana de Ensino de Engenharia para reunir
engenheiros que tiveram destaque no campo da educação em cada um dos países da
América. A proposta foi acompanhada com um conjunto de diretrizes para os
Estatutos, que foram discutidas e acordadas pelos membros do comitê.
A Administração da UPADI reunida em Washington em 1990 recebeu com
grande interesse a iniciativa, valorizando a projeção futura que teria uma
Instituição desta natureza, como apoio às atividades da UPADI. Decidiu
encomendar a dois dos membros do Comitê de Ensino, o Dr. Eng. David Reyes Guerra e ao prof. Eng. Miguel
Ángel Yadarola, a redação de um texto de Estatuto, como base legal para a
constituição de uma instituição de maior hierarquia e projeção, apta para
reunir em seu conselho um ilimitado número de prestigiosos engenheiros,
destacados por suas contribuições ao progresso de seus países.
Depois de dois anos de trabalho, tempo durante o qual se analisaram
antecedentes de instituições similares e se buscou um assessoramento legal
adequado, a Comissão Redatora apresentou e fundamentou uma versão original do
Estatuto para a Administração Internacional da UPADI reunida em Santo Domingo
em 1992. A Administração solicitou a opinião do Conselho Consultivo, que a
partir desse ano foi presidido pelo Eng. Manuel Torres Parra em seu caráter de
Ex-Presidente da UPADI.
Na reunião de Assunção, Paraguai, 1995, o Conselho Consultivo concluiu a
análise dos Estatutos com a incorporação de algumas melhorias no texto original
e aconselhou à Administração da UPADI a sua aprovação e a conseqüente decisão
para criar e organizar a Academia Panamericana de Engenharia.
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UPADI inicia a criação da Academia
A reunião da Administração Internacional da
UPADI realizada no ano seguinte na Costa Rica 1996, aprovou por unanimidade a
iniciativa de criar a Academia Panamericana de Engenharia com base nos
Estatutos elaborados pelos engenheiros Reyes-Guerra e Yadarola, analisados e
aperfeiçoados em várias reuniões do Conselho Consultivo.
A Sede da UPADI em Porto Rico convocou no
inicio de 1997 todas as Organizações Membro para que, mediante um rigoroso
processo de seleção propusessem nomes de prestigiosos engenheiros, diferenciados
por seus relevantes valores éticos e com uma reconhecida trajetória de
contribuições ao progresso da ciência, da educação e da engenharia em seu país,
a fim de integrar o primeiro conselho da Academia, em caráter de Membros
Fundadores.
Em Lima, Peru em 1998, a Administração
Internacional, constituída em Comitê de Eleição, analisou e aprovou as
primeiras candidaturas apresentadas pelas Organizações Membro, mas considerou
que alguns países não estariam representados no conselho da Academia por não
terem respondido a tempo a convocatória. Decidiu-se, então, ampliar o prazo até
a próxima reunião na XXVI Convenção.
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Fundação da Academia
Em Panamá 2000, coma aprovação de novas
candidaturas propostas pelos membros da UPADI, a Administração convocou os 30
candidatos eleitos para integrar o primeiro conselho da Academia Panamaricana
de Engenharia, firmando a Ata de Fundação em uma Cerimônia Solene. Isto ocorreu
em 24 de agosto de 2000 no Centro Internacional de Convenções Atlântico Pacífico
da cidade de Panamá, com a presença de diretores da UPADI e de Organizações
Nacionais Membro, representantes de várias Academias de Engenharia, de
Organismos Multilaterais e líderes da Engenharia da América e do mundo.
Em 25 de agosto os novatos Acadêmicos
Fundadores se reuniram na Primeira Sessão Plenária para eleger autoridades,
aprovar um Plano de Trabalhos e estabelecer a cota de membro.
Como Presidente da Academia foi eleito o Prof.
Eng. Miguel Ángel Yadarola, reconhecendo-lhe a visão e liderança que permitiram
criar e organizar uma Instituição, a primeira em seu gênero que reúne
engenheiros de um continente inteiro de forma individual. O Eng. Yadarola
continuou exercendo a Presidência por meio de sucessivas reeleições,
finalizando seu mandato em 2010 em Buenos Aires.
Como Vice-Presidente foram eleitos o
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Vigência dos Estatutos
Com o passar dos anos surgiu à necessidade de
introduzir algumas modificações no Estatuto, que contemplaram aspectos não
incluídos inicialmente ou que significaram esclarecimentos ou melhorias na
redação e no ordenamento.
A primeira modificação teve lugar no ano 2004,
no México, ocasião em que o texto foi melhorado, sendo separados os direitos
das obrigações dos membros, os documentos que devem ser apresentados pela Junta
de Diretores aos Membros como Instrumentos de Controle, de Trabalho e de
informação foram agrupados ordenadamente e foi criado a Condição de Passivo
(Art. 21) que permite a qualquer membro titular, depois de três anos de
incorporado, ser isento do pagamento da cota de associação anual por
enfermidade, emergência econômica ou por ter 80 anos ou mais de idade.
A segunda alteração tomou forma em Brasília em
2008. Ela introduziu algumas alterações importantes relacionadas com os
deputados e a renovação das autoridades da Academia.
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Somente
uma categoria para pessoas de países das Américas: Membro Titular. O número
máximo de membros titulares foi duplicado: 350 com máximo de 50 membros de um
mesmo país. É responsabilidade do Conselho Administrativo analisar parâmetros e
propor à Sessão Plenária Ordinária uma distribuição equilibrada dos Membros
Titulares por país.
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A
categoria de Membro Associado se reserva a pessoas de países de outros
continentes.
Não há limites de idade para pessoas nominadas
como Membro Titular ou Associado.
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A
exigência para os Membros Titulares participarem das Sessões Plenárias Ordinárias
(cada dois anos) é eliminada. A nova obrigação é “participar das reuniões da
Academia, seja com sua presença nas reuniões bienais, ou integrando Comitês,
grupos de trabalho, expositores em Conferências ou teleconferências de trabalho
coordenadas pela Academia.
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O
Conselho Administrativo será renovado parcialmente – por metades – a cada dois
anos, com vigência a partir de 2010.
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É
criada a função de Presidente Eleito e de Ex-Presidente. Ambos integram o
Conselho Administrativo.
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Os
membros do Conselho Administrativo podem ser reeleitos por apenas dois períodos
consecutivos.
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Encontros da Academia
A cada dois anos, os Membros Titulares da Academia são convocados para
uma Sessão Plenária Ordinária (SPO). Nesta sessão os planos de trabalhos são
discutidos, o cumprimento dos programas é controlado e os balanços, os
orçamentos e o
Até o final do ano de 2008 foram realizadas cinco sessões Plenárias
Ordinárias:
1° - SPO – Panamá - 2000
2° - SPO –
Tegucigalpa - 2002
3° - SPO – México - 2004
4° - SPO – Atlanta - 2006
5° - SPO – Brasília - 2008
No ano de 2010 a Sessão Plenária se reunirá em
Buenos Aires.
As sessões plenárias extraordinária têm sido convocadas, até fins de
2008, para discutir e aprovar alterações no estatuto em: México 2004, Atlanta
2006 (indeferiu um projeto de alteração) e Brasília 2008. A nova sessão
extraordinária foi convocada em San Juan (Porto Rico) em Setembro de 2009, para
considerar a permanência da sede legal da Academia no Rio de Janeiro, Brasil,
com a sede na FEBRAE.
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Fóruns e sessões de foco
A programação dos fóruns da Academia começou nos primeiros anos de vida
e têm o objetivo de apresentar, estudar e discutir temas atuais e futuros de
importância para a profissão de engenharia e para os países das Américas, e
estabelecer, por meio de seus resultados e declarações, linhas de ação que
significam políticas adequadas para serem implementadas pela Academia, UPADI e
suas organizações membros e também por diversas instituições profissionais, acadêmicas,
governamentais e multinacionais.
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Fórum
de Tegucigalpa 2002 – Engenharia para o Progresso Sustentável – Cooperação para
o Desenvolvimento Tecnológico.
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Fórum
de Montevideo 2003 – Acreditação no Contexto Regional
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Fórum
de México 2004 – Mobilidade Internacional dos Engenheiros
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Fórum
de Atlanta 2006 – Ética e Integridade na Prestação de Serviços de Engenharia.
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Fórum
de México 2009 – “Contribuições da Engenharia para a melhoria do Meio
Ambiente”.
As sessões de foco são abertas à livre participação
de todos os acadêmicos e candidatos eleitos, nas quais são discutidos diferentes
temas a fim de melhorar as atividades da Academia e o cumprimento da sua
missão, por meio de uma análise crítica dos pontos fortes e fracos da Academia,
além da direção que terão as futuras atividades, com base no estudo de novos
cenários capazes de definir o planejamento, as estratégias e os programas de
trabalho.
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Primeira
Sessão: Aruba, 2005
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Segunda
Sessão: Costa Rica, 2007
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Terceira
Sessão: Puerto Rico, 2009
Nas sessões do foco não são aprovadas
resoluções ou recomendações. Um relator reúne as coincidências mais
significativas sobre os temas discutidos e a implementação é transferida para o
Conselho Administrativo.
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Síntese
Graças ao trabalho contínuo e desinteressado de um importante grupo de
membros e membros associados, a Academia conseguiu construir uma reputação de
excelência no âmbito de estudos, debates e a adoção de políticas para a
engenharia e os países das Américas. A Academia continuará convocando os engenheiros
das Américas para conduzir os desafios que se impõem em um mundo globalizado,
consciente de que eles lidam com uma valiosa fonte de energia que é chamada de
"conhecimento". O produto mais rico da mente humana.
